Marreca-pé-na-bunda

A marreca-pé-na-bunda é uma ave anseriforme da família Anatidae.

Seu nome científico significa: do (grego) oxus = com ponta, pontuda; e oura = cauda; e do (latim) vittatus, vittata, vitta = listrado, com faixas, banda. ⇒ Ave com faixa e cauda pontuda.

Características

A marreca-pé-na-bunda é uma ave pequena, medindo entre 36 e 46 centímetros de comprimento e pesando o macho da espécie entre 600 e 850 gramas, e a fêmea entre 510 e 700 gramas de peso. Apresentam dimorfismo sexual: o macho possui a cabeça negra, plumagem do corpo castanho-avermelhada e bico azul; a fêmea possui plumagem do corpo castanho-escura, garganta e pescoço branco, coroa e faixa clara na lateral da cabeça negra. Ambos os sexos apresentam o crisso claro e característica cauda rígida. O indivíduo jovem de marreca-pé-na-bunda apresenta plumagem semelhante a plumagem da fêmea da espécie.

Subespécies

Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).
(Clements checklist, 2014).

Alimentação

Alimenta-se de pequenos peixes e de alguns frutos como a jabuticaba e açaí.

Reprodução

A principal característica desta espécie é o tamanho avantajado de seu pênis intromitente que, em proporção ao tamanho do corpo, é o maior de todos os vertebrados. O pênis da marreca-pé-na-bunda é espiral, aproximadamente igual em comprimento ao de um avestruz, e possui uma textura espinhosa e semelhante a uma escova. A fêmea, por uma vez, possui uma vagina espiral em sentido oposto. Pouco é conhecido sobre o ato sexual desta espécie.

É uma espécie promíscua e agressiva na sua atividade sexual, com os machos competindo para copular com as fêmeas. O macho pode usar uma estrutura semelhante a uma escova na ponta de seu pênis para remover o esperma dos companheiros anteriores do oviduto da fêmea.

A ninhada consiste de seis a doze ovos. É possível encontrar ninhos onde mais de uma fêmea tenha depositado seus ovos. A incubação é feita pela fêmea.

Hábitos

Outros hábitos…

Distribuição Geográfica

É encontrada no Chile e Argentina, migrando no inverno para o sul do Brasil e Paraguai. Passa a maior parte do tempo na água e raramente voa.

Referências

Consulta bibliográfica sobre as subespécies:

  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.
  • del Hoyo, J.; et al., (2014). Handbook of the Birds of the World Alive. Lynx Edicions, Barcelona.
  • ITIS - Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.

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